Comunicado – Free Fire Esports

Chegou ao conhecimento dos Oficiais que o jogador Ronald (R7), inscrito pelo Cruzeiro na Série A da LBFF 7 e o jogador Victor (Victor7), inscrito pela paiN Gaming na Série B da LBFF 7, estariam com contrato válido com a antiga equipe (BONDE) e que teriam sido aliciados pela Tropa antes de terem sido negociados para o Cruzeiro e para a paiN.Os Oficiais questionaram as partes envolvidas e pediram que fossem apresentadas evidências. Todas as partes envolvidas apresentaram documentos necessários para análise do caso.

Após análise dos documentos e conversas com todos os envolvidos no caso, não conseguimos verificar que os contratos de trabalho dos jogadores com a equipe Bonde  foram devidamente encerrados, pois a rescisão não foi resolvida de forma absoluta nas notificações extrajudiciais enviadas em nome dos jogadores e respondidas pelo Sr. Samuel (representante da equipe Bonde).

Sobre a denúncia de aliciamento, é importante lembrarmos que, como consta no Regulamento, apenas jogadores da Série A são protegidos pela regra de aliciamento. Dito isso, a denúncia sobre aliciamento por parte da BONDE não acarretaria penalidade às outras equipes, visto que a Tropa teria entrado em contato com os jogadores após o rebaixamento do BONDE para a Série B na LBFF 6.

Os Oficiais gostariam de esclarecer à comunidade que a prática de aliciamento não é bem vista e que as equipes são constantemente orientadas sobre seguir as melhores práticas quando têm interesse em contratar um jogador/técnico. Atualmente, a prática de aliciamento é passível de penalidade quando envolve membros de equipes que estejam na Série A da LBFF no momento em que o ato foi realizado.

Como é sabido, como Organizadores da Competição, não gerenciamos ou temos qualquer influência sobre os contratos de trabalho dos integrantes das equipes – com isso, a situação definitiva do contrato (rescisão ou reintegração dos jogadores à equipe) deverá ser resolvida entre as partes (seja de forma amistosa ou judicialmente), restando a Garena ser comunicada do que foi decidido entre as partes envolvidas (equipes Tropa, Bonde, Cruzeiro e paiN).

Sobre a participação dos jogadores R7 e Victor7 e a situação das equipes envolvidas para o restante da Etapa atual da Competição:

– Não havendo a certeza da rescisão de contrato dos jogadores com a BONDE, temos que os mesmos possuem dois contratos vigentes, resultando assim na violação do Regulamento Geral da LBFF (item 3.1.3) 

“3.1.3 Necessidade de Contrato

Os jogadores e técnicos participantes deverão ter contratos vigentes com as equipes que representam, durante todo o período em que estiverem representando a equipe, e tal contrato deve estar em conformidade com as leis do país. A vigência do contrato deve, obrigatoriamente, cobrir todo o período da Etapa. Quando inscrito entre o fim da janela de inscrição até o início da Etapa, a vigência também deverá cobrir esse período. Esse documento deverá ser apresentado obrigatoriamente no ato da inscrição.

Cada jogador ou técnico só pode ter contrato válido com uma única equipe a qualquer tempo.“

– O Cruzeiro e a paiN, até que eventuais novos documentos sejam apresentados provando o contrário, foram considerados compradores de boa fé, pois desconheciam a situação de incerteza envolvendo a rescisão do contrato anterior dos jogadores – A documentação apresentada a estas equipes pela Tropa, para que o negócio fosse realizado, garantia o contrato com os jogadores. Por isso, a paiN e o Cruzeiro não serão penalizados;

– Considerando o acima exposto, informamos que os jogadores serão suspensos da Competição ao término da participação deles na LBFF 7, para que as equipes Cruzeiro e paiN não sejam prejudicadas durante a etapa atual, visto, mais uma vez, que foram consideradas como compradoras de boa fé; os jogadores ficarão suspensos pelo menos até o final da LBFF 8 e enquanto a disputa a respeito dos contratos não for resolvida;

– As atitudes da equipe Tropa estão sendo avaliadas e, em breve, uma decisão será tomada e publicada em nosso site.

Fonte: www.ffesportsbr.com.br/2022/04/01/comunicado-8